Cruel tempo, que passa sem sequer olhar pra trás, tudo leva e nada esquece, tudo mata e nada cria.
Maldita fragata que me leva aos mares obscurecidos por sua falta, me dói lembrar o quão cristalinos eram quando estavas aqui.
Doce solidão que de tão sorrateira me pega e aprisiona em um mundo só meu, que tudo posso e nada tenho, eras o sol, agora em escuridão desespero-me e busco acalento.
Eu tento e tento, mas o maldito tempo não volta; o que sentiu partiu, o que amou matou, o que por mim sentiu criou, logo amassou e o rascunho conflagrou.
Eu busco nas folhas encontrar solução, palavras e palavras só denotam solidão, pena que o maldito tempo não trás mais seu coração.
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24/05/11 ~ Um tempo que não volta.




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